
Que mania tem o João Guerreiro em falar de política. É verdade. Mais uma vez falamos de política, desta que conhecemos e de outra que sonhamos mais bela e honesta. Para introduzir o tema, deixo uma canção de José Mário Branco, com letra de Luís Vaz de Camões, intitulada “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. Deixo-lhe também o poema, para que possam ler com mais calma. Não se preocupem se não entenderem. Já tem uns aninhos e o português mudou um pouco. Além disso vamos vê-lo com mais calma na próxima segunda-feira.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
muda-se o ser, muda-se a confiança;
todo o Mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades,
diferentes em tudo da esperança;
do mal ficam as mágoas na lembrança,
e do bem (se algum houve), as saudades. O tempo cobre o chão de verde manto,
que já coberto foi de neve fria,
e, enfim, converte em choro o doce canto. E, afora este mudar-se cada dia,
outra mudança faz de mor espanto,
que não se muda já como soía.
muda-se o ser, muda-se a confiança;
todo o Mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades,
diferentes em tudo da esperança;
do mal ficam as mágoas na lembrança,
e do bem (se algum houve), as saudades. O tempo cobre o chão de verde manto,
que já coberto foi de neve fria,
e, enfim, converte em choro o doce canto. E, afora este mudar-se cada dia,
outra mudança faz de mor espanto,
que não se muda já como soía.
Luís de Camões
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